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01 outubro 2016

QAGI? Review: "The Altar", a metamorfose de Banks!


Para um apreciador da boa e velha música pop, nada é mais gratificante que acompanhar a evolução de um(a) artista. Nada mais prazeroso que dar o play em um novo trabalho e perceber, ali, uma mudança de direção.

Eu sou um desses admiradores dos artistas inconstantes, imprevisíveis e surpreendentes. Hoje venho ao queridíssimo QAGI? dar uma palha do meu amor pela sensacional Banks, que acaba de lançar seu novo trabalho de estúdio.

Jillian Banks, que optou por ocultar o primeiro nome em sua identidade artística, é uma californiana de 28 anos, que há pouco mais de três - após ter em mãos seu diploma de Psicologia - despontou nos portais de música alternativa e serviços de streaming - especialmente o Soundcloud.

Por que é relevante mencionar que Banks se formou em Psicologia? Porque, qualquer um que se dedicar a ouvir algumas de suas canções mais de uma vez (prestando atenção na letra, vai), perceberá imediatamente que cada frase escrita pela norte-americana carrega uma carga pesadíssima de conflito psicológico.

Mas sobre o que ela canta então? Doenças mentais? Bem, quase isso. Banks surgiu se mostrando uma jovem perturbada por problemas afetivos, que analisa cada briga clinicamente, falando de “cérebro” (Brain, uma das minhas músicas favoritas), “daddy issues” (em Change) e por aí vai.

Com todo esse apelo, fica claro como água que a moça é analítica ao extremo - característica comum a todos nós, ansiosos clínicos. Com seu R&B eletrônico, enriquecido com sintetizadores pesados e forte tendência trip hop, a cantora encanta por tocar profundamente o consciente de quem a escuta. Banks é música para pensar, repensar, compreender; música para o cérebro.

E por que eu comecei o texto falando sobre metamorfose artística? Bem, expliquemos. Desde que despontou no cenário musical independente, em seu primeiro trabalho - o impecável Goddess, que contou com a produção de nomes como SOHN e Totally Enormous Extinct Dinosaurs -, Jillian Banks sempre se expôs como uma pessoa extremamente introspectiva, a ponto de aparecer nos clipes escondendo metade da face, o que conferiu a ela um ar de mistério e drama fantásticos.

O segundo álbum (que acaba de ser lançado), no entanto, traz uma Banks totalmente aberta, estranha, obscura e fascinante. The Altar, que vem com mais faixas e reflexões ainda mais pesadas, narra conflitos mais intrínsecos e uma visão mais realista. 



A tracklist se inicia pela - já lançada e ótima - Gemini Feed, que conta o passado deprimente com um ex passivo-agressivo (que pode ser facilmente relacionado com o namorado abusivo descrito em Goddess) e dá início a uma série de faixas autobiográficas que perpassam a superação da cantora após esse relacionamento conturbado.



Ainda não deu tempo de ouvir cada faixa com cuidado, mas por alto posso indicar as citadas anteriores Gemini Feed, Fuck With Myself, a animada Trainwreck (que vem com gostinho de hit) e a surpreendente 27 hours, que fecha o álbum.

Como todo artista pop respeitável, Banks está se renovando e deixando a “concha” para mostrar uma persona mais destemida e honesta com seus próprios sentimentos e conflitos. Vale a pena ouvir track by track!
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