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17 novembro 2013

QAGI? Review: Lady Gaga e o bom, mas não tão impressionante "ARTPOP"!



Se há uma grande verdade que precisa ser dita, é que a maioria dos portais atualmente ainda temem fazer uma resenha honesta sobre os materiais da Lady Gaga com medo de se comprometer com a extensa massa de manobra que ela chama de público. Nós já provamos que não tememos nada disso, e é exatamente por isso que ai vai a nossa, despida de “haterismo” ou proselitismo.

ARTPOP em si não é um disco ruim. Embora não funcione como um conjunto. Algumas faixas são boas, mas nada no nível esperado por um público que foi alimentado durante dois anos com discursos a respeito da criação do material. De acordo com a matéria da própria Billboard, o disco está indo bem em vendas e tem a previsão de debut em 220 mil cópias. Mas o que assusta não é este número, e sim o que virá após a semana do lançamento, que provavelmente contará com uma nova promoção e preço nível desconto de feira.

O disco abre com a já conhecida e pouco inspirada “Aura” que não conseguiu somar para o álbum e nem para o filme, o que definitivamente prova sua ineficiência como faixa num disco que é 100% comercial. “Venus”, uma das faixas previamente mais comentadas do projeto traz uma ideia legal, mas uma execução simples. O medo do desempenho comercial ruim aliado às expectativas da moça de torná-la no segundo single do disco, fez com que a faixa que tinha tudo pra ser uma das mais originais se tornasse mais um batidão básico pra boate.

G.U.Y” é uma das faixas mais queridas pelo público. Não por ser uma grande música da Lady Gaga e sim por lembrar aquele europop delicado bem no estilo Kylie e Robyn pelo qual o público já é apaixonado, “Sexxx Dreams” é um dos momentos altos em que ela consegue cumprir parte da sua meta de soar diferente e “Jewels n’ Drugs” ilustra a necessidade da cantora de flertar com outros estilos e mostrar a sua versatilidade, o que de fato deve ser apreciado em qualquer artista!

“Manicure” também é um dos bons momentos, embora o refrão do iTunes Festival tenha me soado dez vezes melhor que o da versão final. É enérgica e agressiva. É Lady Gaga fazendo música pop sem esse monte de ladainha corriqueira e desnecessária. “Fashion” entra na lista de músicas sobre moda e se sai bem, apesar de ser apenas mais uma sobre o tema. É bem construída, letra inspirada e o piano na introdução prepara o ouvinte para o inesperado, que infelizmente na verdade não existe.

Swine”, se não fosse por “Applause” e a faixa título “ARTPOP” que definitivamente são um marco na carreira da artista, poderia facilmente ser eleita a melhor faixa do disco. É original e se sobressai na contemporaneidade na qual o disco já é trabalhado. Desde a letra à influência rave, a faixa foi uma ideia genial e muito bem executada. “Do What U Want” soa legal principalmente pela parceria com o cantor R. Kelly. Mas se tem uma coisa que Gaga não sabe ser é sexy, ainda que ela ande pelada por aí.

Donatella”, faixa que tantas pessoas ovacionam, me parece mais uma encomenda por parte da grife numa tentativa desesperada de reconquistar o público jovem! Pouco inspirada e lugar comum, só é legal porque a gente consegue ligar a imagem da Gaga a da irmã do Gianne e percebemos então que provavelmente uma seja o futuro da outra fisicamente.

Dope” é a faixa encarregada de trazer a arte que confirmou presença no disco, mas não compareceu. É a canção que mais se aproxima das aspirações artísticas prometidas por Gaga, sendo que “Gypsy” consegue cumprir melhor esse papel com mais singularidade.

Em resumo, ARTPOP é um disco para impressionar pessoas que não entendem muito de música. Eu apostei seriamente num excelente desempenho comercial, porque ainda assim ele soa como um bom disco pop. Só que como sempre, Gaga deveria ter trabalhado mais e falado menos. O básico!

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