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16 setembro 2013

Definitivamente brasileiros são apaixonados por cantoras pop quase tanto quanto por futebol!

Que o Brasil entrou de vez na rota de turnês dos
maiores cantores da atualidade já não é novidade. Talvez isso se deva a situação econômica emergente pela qual passamos que torna absolutamente viável a inclusão do nosso país na agenda de grandes nomes como Madonna, Beyoncé e Britney Spears.

Outro fato que também não pode deixar de ser considerado é a energia acolhedora e emocionante do nosso público que conquista os artistas e que é ilustrada principalmente pelo festival Rock in Rio que coloca o país em pauta para os fãs de diversos artistas em vários países pelo mundo. A grande verdade é que fazer um show por aqui já virou sinônimo de status artístico.

Mas há também uma paixão intrínseca brasileira principalmente por cantoras pop. Por menor que seja a cantora, ainda que proveniente do país mais remoto do leste europeu, ela tem algum público aqui e na maioria das vezes um fã site (risos). Tanto que ultimamente temos visto diversas declarações em páginas oficiais dos artistas escritas em português, como a cantora Christina Aguilera agradecendo aos fãs pelo envio de uma emocionante montagem, Britney Spears comemorando o sucesso das vendas do seu perfume em terras tupiniquins, a rotina da Beyoncé em sua passagem pelo país e Lady Gaga orando pelo país durante um tragédia ocorrida no sul.

E a presença do público brasileiro pode ser vista principalmente na internet. Nos comentários das páginas oficiais é impossível não se deparar com comentários por vezes escritos em português e até mesmo em língua inglesa assim como no Youtube. Eles estão sempre lá. Independente da situação dando o suporte necessário e vestindo a camisa do seu artista, munidos de artilharia pesada pra defender quem ama e também sendo muito, muito carinhosos.

Pensar na origem dessa paixão é um exercício muito complexo. Não quero ser acusada de não valorizar a música nacional, mas temos que convir que a boa música brasileira esteja velha. Embora nos últimos anos a cena alternativa tenha crescido e conquistado muito público, o nosso país ainda é carente de artistas populares com boas estruturas. Nós vimos o surgimento de grandes ídolos durante a tropicalha nos anos sessenta e setenta. Mas é um time que não consegue se conectar com as gerações jovens atuais, pelo simples fato de não conseguirem se comunicar, ou pela diferença de gerações que é realmente muito grande. As causas e os ideais também não são mais as mesmas.

Ainda nos anos noventa, Daniela Mercury deu sinais de que ídolos femininos seriam os mais idolatrados por aqui. Tendo ela experimentado um reconhecimento jamais obtido por qualquer artista feminina no país, abriu caminhos para o surgimento de outras estrelas como Ivete Sangalo e Claudia Leitte. Mas o fato é que a Axé music morreu. E junto com ela morreu também a relação dos fãs brasileiros com cantoras nacionais, embora essas artistas ainda sobrevivam muito bem graças a uma fiel fã base conquistada durante os bons tempos.

Ainda nos anos noventa, nós vimos Deborah Blando, a única cantora brasileira genuinamente pop a conquistar respaldo internacional e também uma legião de fãs por aqui durante o seu auge e isso já deixava claro que brasileiro, além de futebol é apaixonado por música pop, em especial cantoras. Hoje em dia nos resta Wanessa, sem dúvida a que mais batalha para manter o seu posto, embora seu repertório atual seja quase todo em inglês, e no último ano o surgimento da funkeira Anitta que resgatou um pouco dessa relação.

Mas outro fato curioso é que o público brasileiro é muito exigente. Sobretudo, ele exige antes de qualquer coisa que essas artistas tenham êxitos, recordes e reconhecimento absoluto. Uma das principais pautas das discussões entre eles são os números de vendas conquistadas por uma ou outra cantora. Então, conversando com o produtor Mário Vinco, que durante o auge do mercado fonográfico brasileiro nos anos oitenta e noventa trabalhou em selos como Warner e na extinta BMG, minhas suspeitas ficaram claras.

Lançar uma cantora pop no país exige não só um alto investimento as cegas por parte dos empresários, como também uma postura internacional que na maioria das vezes não condiz com a artista que está sendo produzida. Para uma cantora pop nacional conseguir se igualar no nível das internacionais e ser querida pelo público brasileiro, antes ela tem que desbravar o globo e voltar aqui vitoriosa, com Grammys, hits e VMAS. Só então ela terá provado a sua eficiência como artista pop. No mais, nos restam cantoras como Kelly Key que chegou a provar de uma grande fama emergente, mas não conseguiu sobreviver a prova cabal de uma década. O mesmo aparentemente está anunciado para Anitta. A conclusão que fica é que o público brasileiro é um dos mais carinhosos, mas também um dos mais cruéis e exigentes. A música em si não é o suficiente.

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