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08 junho 2013

QAGI? REVIEW: Assistimos "O Grande Gatsby"... E olha, nós temos muita coisa pra te contar!

O estardalhaço em torno de O Grande Gatsby começou de uma forma meio incomum. A trilha sonora do filme produzida pelo gigante Jay-Z abriu caminho para trailers, cartazes e pequenas revelações sobre a trama aqui e ali. Mas na sala de cinema a grandiosidade da produção conseguiu engolir qualquer expectativa. 

Na história o Sr. Gatsby é um milionário rodeado por boatos, suposições e segredos. Nick Carraway (Tobey Maguire) é o tiro inicial da trama, tornando-se mais tarde a ponte de Gatsby com sua prima Deisy (Carey Mulligan), chave para o desenrolar da história. Mas o roteiro e o desenvolvimento dos fatos, apesar de se tratar da adaptação de um best seller, não são os pontos mais altos da produção. 

O que prende qualquer espectador aqui é a sensacional construção visual feita com muito cuidado. A Nova York dos anos vinte salta aos olhos a cada nova cena: cores vibrantes, detalhes minuciosos em cada móvel das grandes mansões, clarões que nos levam de cena a cena em busca de esclarecimentos, figurinos que tem seus tons e modelagens escolhidos a dedo e penteados que molduram o rosto das atrizes delicadamente ornadas em penteados e maquiagens da época. Tudo é muito bem fotografado.

Quem já assistiu a obras como Romeu e Julieta e Moulin Rouge, vai perceber uma fortíssima assinatura do diretor Baz Luhrmann, responsável por ambos. A velocidade com que ele constrói as sequências da primeira parte da história, seus ângulos inovadores que deslizam por cima da mesa de jantar ou passam em um giro rápido pela cidade, dão os primeiros sinais da sua influência marcante. A densidade dos diálogos e fidelidade com a obra original vem logo em seguida. Mas o que define a filmografia do talentoso cineasta é o uso perfeito das cores em uma fotografia impecável para expressar sentimentos, relações e outras emoções até então intangíveis. Há cenas em que o destaque em vermelho ou branco consegue até preencher lacunas na rasa atuação de alguns atores, que acabam por limitar a dramaticidade de alguns momentos.

O desafio de fazer o primeiro drama totalmente filmado em 3D foi também aceito e muito bem executado. Apesar de não ser indispensável em diversas partes, o recurso conseguiu atingir seu ápice quando utilizado com sabedoria. Destaque mais que merecido para a cena que introduz Daisy: em uma sala redonda, a moça deitada no sofá com todas as janelas abertas surge entre cortinas brancas que se espalham pelo ar mesclando diferentes níveis de profundidade. Uma bela utilização da tecnologia em favor da sutileza.


E se você como eu, vem ouvindo a trilha sonora há mais de um mês como se não houvesse mais nada na sua playslit, prepare-se, porque ela fica ainda mais linda na tela. Versões acapella, uma mashup de algumas faixas e até as rimas guetto style de Jay-Z, são inseridas no contexto sem destoar de toda a pompa de 1922. Como era de se esperar, a suntuosa "Young and Beautiful" de Lana Del Rey, chega a se tornar um personagem pelo número de vezes em que aparece com diferentes roupagens sonoras durante a história. Já a polêmica versão de "Back To Black" gravada por Beyoncé surge discreta e seria agradavelmente substituída pela original. 

Apesar de Tobey Maguire ser o responsável pela introdução do espectador em todo o mundo de Gatsby, o ator continua com a mesma expressão Peter Parker quase todo o tempo. Chega a ser incomoda a atuação apática de um personagem que precisava de mais profundidade para suas incertezas e inseguranças em relação o universo em que está inserido. No elenco feminino, Carey Mulligan apesar de não apresentar uma incrível performance embasbaquece por sua beleza impar, cabelos loiros em um chanelzinho clássico e  por contracenar com o grandioso (sim, eu disse grandioso) Leonardo DiCaprio. Eu ainda me perguntava o motivo de tanto burburinho em torno de nosso eterno herói-do-Titanic, mas o ator com suas pequenas rugas,  consegue convencer e encantar com o seu galante Gatsby. A impressão inclusive é de que ele arrasta os demais personagens com sua forte presença, marca constante na linha tênue que divide seu papel entre o amor, a sanidade e uma força incontrolável de não se conformar com o passado. Oscar de melhor ator? Eu acho que sim. 

O Grande Gatsby corresponde as promessas feitas até aqui: um filme destacado por suas belas construções em 3D, uma trilha muito bem escolhida e a esperada boa atuação feita por Leonardo DiCaprio. Não vá esperando reflexões profundas ou aquele sentimento confuso que filmes bem roteirizados acabam deixando quando as luzes se acendem. Mas tenha certeza de que se trata de algo grande que vale o ingresso + combo de pipoca sem sombra de dúvida. 

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