O QUÊ VOCÊ PROCURA?

EXAGERADAMENTE POP! http://www.qualagrandeideia.com/

08 maio 2013

Review: O bom, porém comum, novo álbum de Demi Lovato, "DEMI"!

Já disse por aqui e repito: Demi Lovato é uma cantora competente! Mas admito que a
minha impressão sobre ela segue sendo a mesma. Provavelmente amedrontada em arriscar muito e contrariar o seu público juvenil remanescente da Disney, a cantora ainda se mantém apegada á um passado que a faz trabalhar somente sob a influência de fórmulas. Infelizmente constatei que o mesmo sentimento que tive em relação ao “Unbroken”, se repetiu com o seu novo e homônimo álbum.

“DEMI”, que chega as lojas nas próximas semanas, além de treze faixas, traz a mesma garota forte do Unbroken, só que dessa vez sem as levíssimas nuances R&b presentes em pouquíssimas faixa do seu disco anterior, conferidas por Timbaland e Missy Elliot que acabaram por creditar certa originalidade ao trabalho. O disco não é ruim. Mas eu arrisco á dizer que ele não sabe bem á que veio. Quero antes deixar claro, que se tem uma artista dessa nova geração que eu apoio é esta aqui da qual vos falo. Ainda acredito num futuro promissor para a carreira dessa menina, desde que ela consiga se conscientizar que não é a Kelly Clarckson e que tampouco precisa ficar presa á rótulos nada mais promissores. Os tempos mudaram, Demi. Na verdade o seu. Aquela menina presa e programada pela faixa etária do Disney Channel não precisa mais existir.

Para começar, acredito que “Neon Lights” é um remix e que provavelmente suplantou a versão original por determinação de algum executivo sedento por um possível hit. Bem, ao menos eu prefiro acreditar nisso, para que a presença de uma música que destoa totalmente do disco seja justificada.


Os pontos altos do disco ficam por conta das baladas. “Two Pieces”, “Nightingale” e “In Case” dão o padrão de qualidade que provavelmente sustentará o disco entre a crítica especializada. E isso é um problema. Todos nós sabemos que as baladas viveram a sua era de glória nos anos noventa. Elas ainda existem e com força total. Mas ser limitada á isso não é uma boa se você não for a Adele. Principalmente se você é uma cantora pop. Christina Aguilera está ai para servir de exemplo!

As músicas legaizinhas são as mais óbvias. O primeiro single “Heart Attack”, já consagrado, apesar do vídeo clipe controverso, “Really Don’t Care” (que inclusive pode vir a trazer alguns transtornos, por samplear em sua construção uma outra música que vem tomando as paradas mundiais - "I Love It", do Icona Pop com Charli XCX), “Fire Starter”, “Something That We’re Not” e "Without You" que me deixaram extremamente confusa. Principalmente pelo fato de que qualquer uma dessas canções é obviamente uma escolha melhor do que "Mate in the USA" para segundo single.


“Never Been Hurt” ilustra bem o que falo sobre fórmula e o problema com as semelhanças com Kelly Clarckson. A música poderia ser de qualquer uma das duas. Tanto que num certo momento é possível se perder, sem saber quem é quem.

“Shoudn’t Come Back” deveria finalizar o disco. Sem dúvida é a melhor canção e zera qualquer impressão ruim adquirida durante o percurso da audição. Vocais perfeitos e arranjo sofisticado (em relação ás outras faixas). Já “Warrior” apesar de emotiva, é tão lastimosa quanto “In Case”. É salva pela letra (quase um hino) e como sempre, pelos vocais, que coloca Demi num patamar em que nenhuma das suas colegas da Disney jamais irão alcançá-la, independente de vendas, hits, ou likes no Facebook.

Comente:

WEEK TOP POST!

Todas as imagens publicadas nesse site são retiradas da internet. Caso você tenha direito sobre alguma delas e queira que essa seja devidamente creditada ou, até mesmo, excluída, entre em contato para pronta operação. Programação e Design por Roberto Júnior.