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21 janeiro 2013

Review: em "Django Livre", Tarantino continua sendo Tarantino, só que melhor!

Estreou na última sexta-feira (18) nos cinemas brasileiros o longa-metragem Django Livre (veja trailer aqui), o mais novo lançamento do controverso diretor/produtor/roteirista/ator Quentin Tarantino. Com um elenco de peso, o filme aposta na temática faroeste, situada mais precisamente em 1858, e conta a trajetória do ex-escravo Django (Jamie Foxx) junto ao caçador de recompensas Dr. King Schultz (Christoph Waltz) para reencontrar sua esposa Broomhilda Von Shaft (interpretada apaticamente por Kerry Washington), vendida ao magnata fdp Calvin Candie (Leonardo DiCaprio). Sinopse bem simples, não? Mas vale lembrar que estamos falando de Quentin motherfucker Tarantino.


Quem acompanha a carreira do diretor sabe que ele não é de desperdiçar ideias e roteiros para seus filmes de ação evitando qualquer tipo de burburinho sobre eles na imprensa. Dentre muitos dessa vez, o que mais causou revolta por alguns mimimistas foi as cenas explícita de violência com os escravos e o uso e.x.c.e.s.s.i.v.o da palavra "nigger" ao longo do filme, considerada nos EUA como uma palavra pejorativa para relacionar-se à pessoas negras (traduzido no filme como "crioulo"). Achei isso meio desnecessário, pois não passa de um filme retratando de forma explícita o que realmente acontecia naquela época. Mas enfim... Não são esses meros detalhes que tiram todo o mérito de QT. O filme, como todos os outros, tem sim seus altos e baixos.



A começar pelo desempenho dos atores. Em termo de elenco, todos ficaram muito bem distribuídos em seus papéis ao longo do roteiro: Jamie Foxx e Chris Waltz conseguiram formar a "dupla imbatível" perfeitamente, com Waltz sendo ironicamente divertido e debochado enquanto Foxx encarna perfeitamente a faceta de um vingador passional que, até certo ponto, me lembrou um pouco a personalidade durona de Samuel L. Jackson no filme Shaft, de 2000. Já Broomhilda (Kerry W.), apesar de atuar bem nesse longa, não possui tantas falas nem cenas: aparece onde tem que aparecer e ponto. Isso sem contar o brilhantismo de Leonardo DiCaprio na pele do antagonista Calvin Candie e S. L. Jack interpretando o criado puxa-saco Stephen. Destaque para este último que ficou quase irreconhecível!

Em relação à violência explícita das cenas, discordei um pouco sobre o que me disseram. Alguns amigos me disseram que o filme inteiro era suuuper pesado, e que tinham cenas que faziam você tampar os olhos de tanta agonia. Sim, essas cenas estão lá (como uma parte em que um escravo é brutalmente estraçalhado por cães), mas não é a pior das atrocidades que Quentin Tarantino já idealizou para um de seus personagens. Nesse aspecto, eu ainda deixo À Prova de Morte como o mais nojento de todo currículo filmográfico do cara.


QT também inovou no quesito trilha sonora. Acostumado ultimamente com a temática vintage que acompanha sua famosa fotografia envelhecida (também presente nesse filme), Tarantino compôs a soundtrack oficial de Django com sons típicos de filmes faroeste e algumas faixas contemporâneas, que conta com nomes conhecidíssimos: "Who Did That To You" de John Legend; "Unchained (The Payback/Untochable)", dueto póstumo de James Brown e 2Pac; e "100 Black Coffins", de Rick Ross que foi interpretada e produzida pelo protagonista Jamie Foxx. Ouça abaixo:



Quem também contribuiu para a trilha do filme foi Frank Ocean com a canção "Wise Man", mas infelizmente a faixa não entrou para a seleção final. Você pode ouvir clicando aqui.

Sobre a produção como um todo, pode-se dizer que a trama foi super bem desenvolvida, e se você curte os filmes tarantinenses nem vai perceber as duas horas e meia de filme se passarem. O veterano diretor mostrou que ainda continua em forma para lançar obras icônicas, sem deixar de lado o clichê do seu estilo. Todas as opiniões descritas acima se fundem na conclusão de que Django Livre é um filme intenso, violento, divertido e até mesmo dramático. Tudo em sua dose certa. Certa até demais para QT. Não é a toa que ele recebeu 5 indicações ao Oscar desse ano, incluindo Melhor Filme.


Bom, é isso. Assisti, recomendo, assistirei de novo e recomendarei de novo. Django Livre arrasa! E não se esqueça:


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