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17 novembro 2012

REVIEW: Rihanna mais diversa e indecisa que nunca em seu mais novo álbum, "Unapologetic"


7º álbum depois de pausa nenhuma. Acho que poucos já pararam para refletir sobre, mas vê bem que absurdo: Rihanna lançou seu primeiro álbum em 2005 e, de lá até hoje, só não lançou nada em 2008. Algum problema nisso? Claro que não, né? De forma alguma. É até legal, tirando um fato: os álbuns se misturam uns aos outros em suas divulgações alvoroçadas de singles, clipes e Rihanna, sempre na mídia, cansa.

E assim, cansados dela, recebemos mais um álbum. Depois de brigas, perdões e brigas com melhores amigos no cenário musical por causa dos perdões, fica fácil, com o Unapologetic, entender como a cantora consegue lançar tantos álbuns todos os anos! A qualidade dos álbuns vem caindo, ou mantendo-se igualmente parecidos e cansativos, desde o Rated R. Rihanna vem se mostrando cada vez mais sem personalidade de ano para ano.

Fez a Hard em Rated R, a sensata melancólica com acessos de loucura no Loud, a descompromissada (e cheia de faixas ruins) no Talk That Talk e no novo, meu Deus, o-que-é-Rihanna!?

Rihanna é, para começo de conversa, na abertura do álbum, com "Fresh Off The Runaway", deliciosa, Com alguns arranjos famosos em suas músicas, a faixa de abertura do novo álbum da cantora cumpre muito bem sua função, preparando, confusa, para um trabalho tão confuso e desconexo quanto. Faixa bem construída, porém mal acompanhada: "Diamonds", o primeiro single do álbum, a sucede.



Acho que, se era pra fuder a porra toda fazendo um álbum cheio de farofa e poucas referências, que não tivessem músicas melosas, ou lentas como "Diamonds". A coisa está tão, digamos, "esculhambada", que Rihanna agora faz álbuns pegando músicas de um e de outro, juntando vários produtores e colocando-os juntos em um CD apenas para vender. Se duvidar já está preparando o próximo. Mas, voltando, essa segunda faixa, mesmo não aprovada por mim no contexto conjuntural do álbum, é incrível (e feita por Sia Furler, uma das mais incríveis produtoras/cantoras do mundo)!

Com todo o swing de sua cor, terra e pessoa, com a participação de Enimem, Rihanna manda com "Numb" uma mistura de efeitos e arranjos sobre um sample repetitivo e oriental viciosamente delicioso e que combina com a faixa que o antecede e com a que lhe sucede. Música boa, porém comum demais, não é do tipo que se coloca pra ouvir isolada, ou sempre. Sem falar que é cansativa e pra enjoar... muito fácil.

"Power It Up", nossa, R&B muito e fiel a Rihanna e a suas origens, só que de forma mais moderna, comercial e ousada, como quase todo o álbum.

"Loveeee Song" traz participação de Future, mas mesmo também fiel ao um R&B mais clichê, digamos... Mariah Carey, não combina com a faixa anterior, quebrando uma considerável harmonia levantanda pelo álbum até então. A faixa é bem construída, mas disposta um tanto erroneamente, mesmo combinado "final-começo" com "Power It Up", um electro aqui, no lugar dessa, seria uma melhor.

E, então, a melhor faixa do álbum. Faroéstica, Rihanística, pelo menos até o refrão sonoro, condizente, perfeita! "Jump" é uma delícia e mesmo sendo um dos meus maiores motivos de crítica ao álbum, é também a mais aclamada. Dubstep já virou modinha e até Taylor Swift já arriscou. Em "Jump", Rihanna não erra com a sua tentativa, inclusive essa faixa resultaria em um clipe de um single que esbanjaria resultados explosivos se fosse usada, mas... Não sou a favor da indecisão musical. Vamos nos decidir, por favor.

E a tão comentada participação com David Guetta, em "Right Now", como produtor com sua farofa batídissima e já ouvida antes no álbum Nothing But The Beat a exaustão, continua muitíssimo bem na tracklist. Música para as baladas, Rihanna fazendo seu papel, harmonia perfeita. David é clichê, mas não deixa de ser gênio. Impossível não sentir vontade de dançar muito!

Até que... "What Now", absolutamente deslocada, disposta em pior lugar impossível. Mesmo fantástica (realmente fantástica e impactante) a música acalma mais do que deveria. Acredito nas pausas sempre bem vindas depois de faixas muito dançantes, mas sem exageros.

Então, começa uma das piores partes do álbum, representada por "Stay", com participação de Mikky Ekko (?), "Nobodys Bussiness", com Chris (eca, eca) Brown e "Get It Over With". Todas muito mal construídas, dispensáveis e, nossa, como assim na atmosfera Unapologetic toda!?

Entre essas três estava "Love Without Tragedy-Mother Mary", excessão entre o trio ruim que também não tem muito a ver com Rihanna, talvez com P!nk, mas que é muito bem idealizada, feita e gostosa. Balada pra fechar os olhos e se deixar levar. Achei injustiça entre as mornas, lentas e mal feitas três faixas comentadas logo acima.

E então, chegando no final: "No Love Allowed". Essa é reggae puro, sem muitos rodeios e com a vocalidade muito atraente de Rihanna quando cantando nesse estilo. Sou suspeitíssimo pra falar, pois amo reggae, mas, nossa, que delícia.

Pra fechar: "Lost In Paradise", que achei pra lá de Justin Biebística, pelo menos quanto ao sample de base, e muito bem feita, comercial e progressivamente perfeita. Mais dupstep, mais delícia, mais de Rihanna arrazando em um estilo nunca antes explorado por ela. Achei "Breakn' A Sweat", achei que Riri deveria ter chamado Skrillex pra produzir no novo álbum. Achei também que, misturando com R&B e firmando-se nisso, construindo uma imagem fixa e quem sabe um novo estilo, próprio, a cantora deveria a investir de vez em dubstep!

Resumindo? O álbum não é nada mal feito, pois estão envolvidos muitos nomes de peso incríveis, mas é diverso demais e indeciso pra nem se comentar! As faixas não estão nos lugares certos e outras são descartáveis. O trabalho não é ruim, mas aparenta ser pela saturação de Rihanna na qual nos encontramos. A verdade é: não aguentamos mais! Para um futuro não tão distante, tirando algumas faixas e reorganizando-se as coisas, esse álbum lançado depois de um hiato necessário e não tão desesperador, seria chamado de obra-prima ou "coisa de gênio".

Rihanna, tire férias. E se decida, você é incrível, mas está desenfreada.

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