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26 agosto 2017

QAGI? Review: "Rainbow", de Kesha, é um rito revigorante de libertação!


Cantando sobre seu próprios demônios, inseguranças e como dar a volta por cima, se emponderando, aprendendo consigo mesma, sobre como nós (apenas nós) somos sabemos quem somos e até onde podemos ir, Kesha, sutilmente, colocou todas as cartas mesa e, majestosamente, nos entregou um dos melhores disco de 2017 - sim, o dos melhor de sua carreira.


"You brought the flames and you put me through hell
I had to learn how to fight for myself
And we both know all the truth I could tell
I'll just say this is I wish you farewell"

Coeso, Rainbow, terceiro álbum da cantora Kesha é um um hinário sobre perdão, auto-confiança e, sobretudo, libertação. Com pegada, em sua maior parte, country e rock, a veia pop da cantora ainda está entranhada em música como "Let 'Em Talk", que lembra bastante faixas como "Party At Rich's Dude House", aquele vibrante e energético grunge pop do seu primeiro disco Animal (2010).

"Bastards" e a faixa acima comentada, abrem o disco deixando avidez no ouvinte ao que está por vir. "Bastards", a primeira, nos ensina sobre não dar ouvidos a comentários ácidos, que em nada acrescentam a nossa vida e em nada muda quem nós somos. Em seguida, nada melódica, como a primeira faixa do disco, "Let 'Em Talk" vem carregada de muita energia e é um básico, clássico e urgente "FODAM-SE TODOS VOCÊS, FALEM MAIS DE MIM" potencializado com a parceria ao grupo Eagles of Death Metal!

Então "Woman", segundo single do disco, chega, sem muitos rodeios, para mostra que Kesha está "cada vez mais rica, poderosíssima" e emponderada. Um hino feminista, pretensioso e que deveria está na boca de todas mulheres e goela abaixo de todo hétero escroto.


Com material de sobra, depois de tudo que viveu em relação a Dr. Luke, seria impossível que a cantora não cantasse sobre isso e não deixasse que nós, quanto consumidores da mídia, relacionássemos muito do que é cantado no disco ao que ela viveu/tem vivido. Admirável, porém, é a forma como a cantora  trata isso como mais um dos problemas de mais uma pessoa no mundo e tem a empatia (pelos fãs e demais seres humanos em sofrimento) de perceber que todos nós vivemos adversidades  intrínsecas em nossas vidas.

Em "Hymn" ("hino", como o nome já branda), Kesha fala sobre como a vida pode ser difícil, mas que nunca devemos abaixar a cabeça. Musicalmente, a faixa se mostra em um timing certeiro a tendência de produzir sons calmos/amenos, como os que tem sido produzidos para a cantora Noah Cyrus.

O disco, segue de arrepiar com a tocante letra de "Praying", lead single do trabalho que trouxe Kesha de volta a música e prega sobre a admissão de que os problemas dos outros dizem respeito apenas a eles e que falam mais sobre eles do que sobre nós, quando esses chegam a nos atingir. Essa faixa é sobre esperar o melhor para o outro independente do que tenham nós feito e seguir focado em nossa atitudes, de cabeça erguida e disposto a evoluir sempre. Muito gospel, sim!


"Learn to Let Go", "Finding You" e "Rainbow" (digníssima faixa título do CD) são peças fundamentais e transitórias na composição do disco. Elas podem ser consideradas um resumo apurado de toda a produção, que traz consigo um bocado dos elementos e arranjos que estruturam, a partir delas, o que já se passou e o que está por vir no disco - a começar por "Hunt You Down", muito mais country e despretensão.


A essa altura do disco, a cantora começa a canta sobre amor, diversão, experiências novas e, com uma pegada propositalmente nonsense, não se levar nada a sério.

O grupo de rock Eagles of Death Metal está novamente deixando sua marca em "Boogie Feet" e essa faixa, junto a "Boots", vai tirar qualquer um da cadeira para dançar!

"I know you love me wearing nothing but your boots"

Trechos como esse mostram que nossa velha está Kesha não está mais que VIVA!


Eis que, a faixa mais country de todas entra em ação e é, em momento certeiro na contrução do álbum, pra louvar e se deixar levar. Aqui Kesha brilha e deixa brilhar o ícone country Dolly Parton.

"Godzilla" e "Spaceship" encerram o disco e compõe nossa parte preferida do trabalho. A primeira música personifica o monstro Godzilla para falar sobre aquele carinha por quem você se apaixonou, mas sabe que a sociedade (e muito menos sua mãe) vai aceitar muito bem. Descontraída, Kesha leva o monstrengo para passear e vive, encantada e muito apaixonada, as mais constrangedoras e inusitadas situações. Já a segunda, última faixa do disco, põe os pingos nos "i's" e contextualizada, define e coloca as peças do quebra-cabeça que forma o conceito do disco. Aqui, Kesha canta sobre ter a absoluta certeza de que irá para outro planeta, galáxia ou dimensão logo que morrer.  A faixa fala sobre a vida como apenas uma passagem, rápida, dolorosa e com momentos de alegria.

O trecho final da música, ditado, fala por si só:

"As I leave this earth and sail into the infinite cosmo of the universe, the wars, the triumphs, the beauty, and the bloodshed, the ocean of human endeavor, it all grows quiet, insignificant. I'm nothing more than recycled stardust and borrowed energy, born from a rock, spinning in the ether. I watch my life backwards and forwards and I feel free. Nothing is real, love is everything, and I know nothing".

"Enquanto eu deixo essa terra e velejo pelo cosmo infinito  do universo, as guerras, os triunfos, a beleza, e o derramamento de sangue, o oceano de esforços humanos, isso tudo cresce rápido, insignificante. Eu não sou nada mais do que poeira estrelar reciclada e energia emprestada, nascida das pedras, girando no éter. Eu assisto minha vida que passou e que está por vir e me sinto livre. Nada é real, o amor é tudo e eu não sei nada."

A sonoplastia final sinaliza que Kesha está sendo abduzida e isso pode ser assustador, mas representa, nada mais, que libertação - e nós esperamos, de verdade, que a cantora esteja vivendo esse sentimento.



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