[REVIEW] The Ting Tings - Sounds From Nowheresville


Sound From Nowheresville é o segundo álbum do duo que se consagrou com new wave do bons e conseguiu tornar todos os singles do primeiro álbum, We Started Nothing, sucessos alternativos! Quem não lembra do som deles fazendo ponta até em novela da Globo?! "Great Dj", "We Walk", "That's Not My Name" e uma das melhores, mais famosas e minha preferida, "Shut It Up and Let Me Go" (com um dos clipes mais lindos de sempre), marcaram o cenário off-mainstream.



Depois de tudo isso, sumiram e voltaram no ano passado enchendo a gente de espectativas. Era álbum novo pra lá, álbum novo pra cá, produção  por gente do meio "holofotado", gravações em 1001 lugares diferentes e excêntricos... PAH! Saiu o primeiro single do segundo álbum! "Hands" era realmente muito boa, mais electro, grudenta, arriscada e ainda com a pegada new wave, mas não deu certo, a música fracassou.


O The Ting Tings passou mais 1 ano sumido, só que dessa vez, diferente dos outros sumiços, sem avisos e satisfação alguma á mídia e fãs. Ficou óbvio, com as 2341235 trocas de nome do álbum e tempo parado, que o duo estava em crise. Criaram um conceito industrial demais, viram que iam fracassar, fracassaram e aliado a isso ainda tinha a falta de material.

Tiveram que repensar tudo, do comecinho, do zero. Dai nasceu o novo The Ting Tings que se mostrava ao mundo ao som de "Hang It Up", carro chefe do novo álbum, agora que "Hands" havia sido descartada do novo conceito mais punk.



O novo álbum só será lançado dia 27 de fevereiro, mas suas 10 faixas apareceram e eu já ouvi. Mesmo com toda dificuldade imposta pelo FBI o Sounds From Nowheresville já está no meu computador e você confere o que eu achei de cada faixa abaixo!

Legenda / Quantidade de faixas em cada categoria:
 R  - Ruim / 3 faixas de 10
 M  - Médio / 1 faixas de 10
 B - Bom / 6 faixas de 10


 R  1. Silence

"Silence" é um silêncio no espaço, sério. Sabe a música que não tem nada a ver com o resto do álbum? Se era pra reformular tudo e meter essas batidinhas mortas e o electro encubado de "Silence", que "Hands" estivesse no lugar dela.  A música funciona muito bem como introdução, mas tem o tamanho de uma música normal e dessa forma não dá. Cansativa, chata e sem conexão nenhuma com o álbum.

 B  2. Hit Me Down Sonny

Música ótima! Vai toda nessa vibe atual de usar arranjos natalinos e batidas tamborísticas típicas de fanfarras, o que remete a líderes de torcida, colegial e toda essa atmosfera gostosíssima! O desfecho tem um solo musical com muita batida, freneticidade e uma repetição de "Like This" dividindo as trocas de instrumentos incrível!

 B  3. Hang It Up

Não falei muito bem dessa música aqui no blog logo quando foi lançada, nas primeiras execuções. Mas daquele tempo pra cá uma coisa não mudou: ela não é o tipo de música que eu ouviria por gostar, sozinha na playlist do player. Ouço incansável com o resto do álbum só pra não quebrar a harmonia com a faixa anterior e sucessora. Ela é "OK", dá pra psicodélizar, tem batidas fortes e marcadas, define exatamente essa ótima virada, que demorei pra aceitar, sofrida pelo TTT.

B  4. Give It Back

Já começa com uma característica muito percebida nesse álbum. Jules De Martino tá mais presente com seus vocais e lindeza do que no álbum anterior. Enquanto o debut do Jules e White se limitava a batidas fortes e backgrounds sonoros tímidos, esse novo álbum abusa dos dois de forma bastante agressiva.

 M  5. Guggenheim

Cinema antigo, Marilyn Monroe, Cabaret e batidas sujas expostas sem anúncio aqui e alí! A ideia é ótima e as tais "batidas não anunciadas" são incríveis. A música só não se tornam perfeita pelo mal aproveitamento da ótima sonoridade criada com a mistura de bateria e instrumentos metálicos que só aparecem pra dar aquele susto entre um instrumental repetitivo e chato que acompanha uma letra cantanda as pausas pela vocalista, o que angustia bastante meu ser quando essa faixa tá tocando.

 B  6. Soul Killing

Minha preferida e a de muitos pelo que andei lendo. Essa faixa me lembra The Sweet Scape da Gwen Stefani, verão e amigos bêbados por uma estrada a beira da praia preste a matar um monte de gente. Mas eles estão loucos demais pra se preocupar com isso, então eles riem, dançam, cantam "Soul Killing" e entronam mais umas garrafas de cerveja. Aqui as batidas são bem tropicais e puxam um pouco ao jazz e soul, até a voz da White tá nessa vibe, um tanto inrreconhecível até.

 B  7. One By One

Minha segunda preferida e um dos meus maiores problemas em relação a esse álbum também. Vamos esperar pela versão deluxe, mas se baseando apenas da versão normal... Porque uma música como "One By One" entra na tracklist e "Hands" não? Fica a dúvida e uma música bastante enigmática, no lugar certo, fazendo par perfeito com a anterior, quebrando o gelo do "punk instrumental demais", sendo linda.

 B  8. Day To Day

Vamos respirar que as duas anteriores quase nos mataram. Vamos fazer os meigos, os camponeses antenados, os românticos. Vamos acompanhar essa melódia doce, clichê e nos sentir com se estivéssimos em um dia-a-dia monótono, mas muito delicioso!

 R  9. Help

Conheço isso por fim de álbum, não como penúltima faixa. Desnecessária  é apelido.

 R  10. In My Life

O faroeste baixou aqui. Fim de filme com muita tristeza e sangue. Violão chorando, violinos intensos e uma arpa marcada acompanha uma White cansada, frágil... Porra, beleza que era pra acabar o álbum, mas precisava ser nessa fossa?

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